sexta-feira, 26 de junho de 2009

Hablas...

...Amamos sempre o mesmo!!!
Mudam as personagens, mas somos tão egoístas, tão centrados em nós mesmos que... amamos sempre o mesmo! Tentamos (tento) encaixar-te em mim como uma peça de um puzzel. Há mais em cima da mesa... muitas mais, mas insisto em Ti! Viro-te de mil lados... mas não dá! Azeda constatação de uma amante, doce certeza de quem quer esquecer. A realidade, um dia-a-dia sem magia, a rotina instalada da minha desilusão, da tua, da nossa, fazem de cada um de nós eternos amantes inconformados. Quero esquecer-te, sem nunca te esquecer... os momentos, bons e maus, o tudo do tão pouco que vivemos, sempre com o fim à vista. Fim... imposto por ti, por mim, por nós, pelas circunstâncias... e como é que se começa algo a que advinhamos um fim tão breve e doloroso?!? Valeu a pena, não valeu?
Espero por Ti... esta e outra e outras Noites e todas as Noites em que os teus braços sejam mais e mais fortes que a minha consciência!
...amamos sempre o mesmo...
...não deixes!!! Não deixes baixar o pano! Todos sabemos, nós sabemos e sentimos, que a peça terminou. Mas... não baixes o pano, vamos improvisar!

1 comentário:

João Pinto Costa disse...

Viver é improvisar.Gostei do texto.

http://maildeumlouco.blogspot.com/